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22 Jul 2020

A produção de papel e celulose no cenário de COVID-19

A pandemia de COVID-19 colocou a economia global em estado de atenção. As mudanças são profundas e estruturais, e não deixam a produção de papel e celulose de fora. Mas, quando pensamos neste mercado, nem todas as notícias são negativas.

Cenário da economia global versus a produção de papel e celulose

As projeções para a economia global não são, a grosso modo, tão prósperas. Dados da Consensus Economics, em parceria com a OCDE e Pöyry, estimam que a geração de riquezas mundiais girará em torno de -4% em 2020, decorrente do encolhimento significativo do PIB de grandes mercados. Já no Brasil, espera-se uma queda no PIB de até 10%. A exceção mundial é a China, que deve fechar 2020 com um PIB de 1,9% - ainda assim, fica bem abaixo do menor índice registrado nos últimos 20 anos, que é de 6,7%, em 2016.

Mais do que impactar diretamente no PIB de grandes economias, o Novo Coronavírus trouxe mudanças profundas nas estruturas sociais, o que muda nossos hábitos de consumo. Assim, em poucos meses, o mundo se viu mudando suas relações com os serviços de delivery, com o comércio eletrônico, e principalmente com o trabalho remoto. Tudo isso impacta diretamente a produção de papel e celulose - e nem todas essas afetações são negativas.

Uma nova relação com o papel

Todas essas mudanças estruturais que o mundo vive impacta diretamente na relação com o papel em suas diversas variáveis - seja  no aumento de entregas de refeições via delivery ou na alta demanda por papel sanitário no início da pandemia.

Justamente por isso, a produção de papel e celulose deve ser encarada de modo holístico, compreendendo as oportunidades que podem surgir em plena pandemia, a depender de setores específicos. Acompanhe abaixo:

1. Papel de escrever e imprimir

Durante a transmissão virtual da Pöyry, parte do grupo AFRY, intitulada Impactos da COVID-19 no Mercado de Papel e Celulose, que aconteceu no último dia 2 de junho, Manoel Neves, responsável pela área de Estudos Econômicos da Pöyry, lembrou que o setor de papel gráfico já sentiu um impacto bastante negativo com escritórios fechados ou operando com capacidade reduzida, além de escolas igualmente fechadas.

Esse movimento impactou diretamente na demanda de aparas brancas. Ainda assim, o mercado de aparas, que demonstrou crescimento entre 2011 e 2019, conseguiu em 2020 focar seus esforços nos mercados de tissue e embalagens, que seguem numa situação mais favorável do que os papéis para escrever e imprimir.

2. Segmento de tissue

O segmento de tissue, de acordo com informações apresentadas por João Cordeiro, Senior Principal da AFRY Management Consulting, na Finlândia, também durante a transmissão virtual Impactos da COVID-19 no Mercado de Papel e Celulose, representa quase 50% de toda a produção de celulose e, felizmente, o cenário é positivo para esse ramo. E isso é perceptível desde o anúncio oficial que a COVID-19 configurava uma pandemia. No Brasil e em alguns outros países, esses primeiros dias foram marcados pela altíssima procura de papéis sanitários, por exemplo, que sumiram das prateleiras em pouco tempo.

O setor de tissue não possui risco de desabastecimento, e segue com uma previsão de crescimento de 4,5% em 2020. É válido ressaltar, por outro lado, que o tissue away-from-home terá uma recuperação um pouco mais lenta, visto que a demanda por papéis sanitários e outros produtos essenciais por shoppings e outros estabelecimentos que causam aglomeração será ajustada conforme as medidas sanitárias para a reabertura gradual da economia. Isso não se aplica, naturalmente, às demandas por tissue em ambientes considerados essenciais, como hospitais, que seguem abertos e com alta demanda não apenas de tissue, mas também de fluff, presente nos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

3. Mercado de embalagens e Papelão corrugado

Embora a pandemia tenha sido a grande responsável pela queda de 70% na busca por embalagens de produtos não essenciais, segundo a Pöyry, a demanda por embalagens de produtos essenciais cresceu consideravelmente. Embalagens para alimentos, bebidas, produtos de higiene, medicamentos e higiene impulsionam o setor.

Ao lado das embalagens, o papelão corrugado também apresenta crescimento significativo desde abril, último mês em que foi registada uma ligeira queda. Esse movimento se dá principalmente pela alta de serviços de delivery de alimentos e refeições e pelo e-commerce.

Variáveis

Diferente de muitos outros setores, a produção de papel e celulose deve se manter atenta, então, às variáveis apresentadas pela pandemia: as mudanças estruturais da COVID-19 apresentam novos panoramas aos quais cada ramo do setor pode se adaptar de forma efetiva. Para acompanhar essas tendências, mudanças por meio de projetos pontuais dentro das operações podem ser necessárias: uma boa iniciativa em engenharia de projetos e um ótimo planejamento são essenciais nesse momento - e não existe projeto pequeno demais para a Pöyry.

Com a nova solução de OPEX, é possível ter acesso à toda a qualidade e tecnologia dos serviços Pöyry em projetos de quaisquer dimensões, fazendo com que enfrentar esse momento de crise e pandemia da forma mais tranquila e profissional possível.