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A INDÚSTRIA DE CELULOSE E PAPEL NO BRASIL / 31 Oct 2016

A indústria de Celulose e Papel no Brasil

Por Carlos Alberto Farinha e Silva, Jefferson Mendes Bueno e Manoel Rodrigues Neves

A inovação é o que faz a diferença entre um líder e um seguidor 
(Steve Jobs - 1995 -2001 fundador da Apple)

Situação atual

2016 tem sido um ano difícil, pendurado em expectativas.
A situação político-econômica provocou retração em prati-
camente todos os setores do mercado doméstico, aliviada nos
segmentos exportadores por uma taxa cambial mais favorável. No
momento, o rumo da situação ainda não está definido.
No mercado internacional, a situação tem se apresentado
igualmente volátil, com uma série de incertezas na recuperação
econômica das regiões desenvolvidas, especialmente a europeia e a
norte-americana. A saída da Grã-Bretanha da União Europeia vem
adicionando ainda mais indefinições a esse ambiente.
As perspectivas de crescimento global continuam demos-
trando a fraqueza que caracterizou 2015. Segundo o World Bank
(junho/2016), o crescimento global em 2016 deverá ficar em torno
2,4%. O maior incremento deverá ficar por conta das regiões em
desenvolvimento, ainda tentando recuperar-se da crise persistente
das commodities. Espera-se que o crescimento global atinja 3% em
2018 com a estabilização de preços das commodities.
A economia chinesa, que atingiu patamares mais moderados,
vai apresentando um perfil de desenvolvimento que evolui para
aquele das regiões mais desenvolvidas, com PIB estimado em 6,4%
para 2016 e 6,7% para 2018. Muito irá depender da superação da
crise bancária e da mudança de um desenvolvimento suportado por
investimentos em infraestrutura e exportação, para uma economia
mais voltada para o consumo.
A ciclicidade do mercado de celulose – e de certa maneira do
mercado de papel – motivou um volume de investimento de grande
porte em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) com o objetivo de
identificar e viabilizar produtos de maior valor agregado em toda a
cadeia produtiva, desde a base florestal a subprodutos ao longo do
processo de produção até novos produtos, como elos finais da cadeia.

Algumas tendências

A população mundial deverá atingir cerca de 8,4 bilhões de
habitantes em 2030.
Os principais movimentos da sociedade atual situam-se no
âmbito do aquecimento global, redução e gerenciamento de re-
síduos, reutilização em vez de reciclagem, responsabilização da
cadeia de abastecimento, crescimento da classe média nas regiões
em desenvolvimento, avanço global da cultura digital e grandes
movimentos migratórios a partir das áreas de conflitos.
Para a indústria de papel a questão ambiental traz simultanea-
mente desafios e oportunidades. As pressões para reduzir o impacto
dos Gases de Efeito Estufa (GEE) no clima tendem a diminuir o
consumo e a oferta de bens em geral. A madeira e suas fibras deri-
vadas, porém, por serem biomateriais renováveis, deverão mostrar-
-se cada vez mais atraentes. Essa característica de sustentabilidade
deverá constar como um dos principais argumentos para que as
fibras papeleiras sejam apresentadas como alternativa válida para
o uso de plásticos.
A ocidentalização das sociedades em desenvolvimento, ca-
talisada pela expansão da comunicação digital, tem motivado
mudanças substanciais nos hábitos de consumo e estilo de vida
nos países emergentes.
A Figura 1 mostra a evolução do poder aquisitivo da classe
média considerando-se uma renda diária de US$ 10-100/dia (PPP
2005 US$). Nesse cenário, percebemos que a maior expansão está
prevista para a Ásia.
O volume global de vendas pela internet tem-se expandido
de forma acelerada, alcançando em 2015 a cifra de US$ 1,5 trilhão.
O aumento do poder aquisitivo nas regiões em desenvolvimen-
to manifesta-se em mudanças nos hábitos de consumo e maiores
exigências nos padrões de higiene.
 

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Informação de contato

Carlos Alberto Farinha e Silva
Vice-presidente América Latina